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Diamantes de sangue – Projeto Diamante Brasil

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O governo do Brasil se prepara para licenciar minas de diamantes em todo o território nacional, principalmente na Amazônia Legal.
Por Telma Monteiro, para o Correio da Cidadania
Em março de 2017, sem alarde, o Ministério de Minas e Energia (MME) e o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) lançaram os resultados do projeto Diamante Brasil. O projeto consiste no mapeamento das áreas com potencial diamantífero em todos os estados brasileiros. O objetivo principal da CPRM e do MME, ao escancarar a mineração de diamantes em todo o território nacional, é transformar o Brasil no 11º produtor de diamantes do mundo.
Esse mapeamento começou em 2010 patrocinado pela iniciativa privada para atrair investimentos internacionais na mineração de diamantes primários, principalmente. O diamante primário é aquele que se encontra nas rochas chamadas de corpos kimberlíticos a aproximadamente 600 m de profundidade e requer a escavação de crateras com até 1,6 km de largura, além de equipamentos muito pesados. A dev…

Ferrogrão: consolidando a invasão da Amazônia – Parte 2

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Uma nova Estação da Luz em plena Amazônia
Por Telma Monteiro, para o Correio da Cidadania O consórcio EDLP – Estação da Luz Participações Ltda. foi escolhido para realizar os estudos da Ferrogrão ou EF-170. O diretor presidente da EDLP é Guilherme Quintella que representa os grandes do agronegócio. As tradings Amaggi, ADM, Bunge, Cargill, Dreyfus e EDLP são as sócias que custearam os estudos técnicos e de diagnóstico ambiental da ferrovia para a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Os investimentos estimados para construir a ferrovia beiram os R$12 bilhões. O principal objetivo da EF-170 ou Ferrogrão é o de escoar os grãos (milho, soja e farelo de soja) através do corredor do centro-norte do Mato Grosso em direção ao norte do Brasil. Para isso estão previstos terminais de carga e transbordo em Miritituba (PA) com o apoio logístico da BR163 (em recuperação) e do sistema hidroviário com portos em Santarém (PA) e Santana (AP). Como não consegui encontrar nenhum sítio eletrônico d…

Ferrogrão: consolidando a invasão da Amazônia – Parte 1

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A calada da noite, em Brasília, é a mãe que pare decisões insanas do Congresso Nacional. (Telma Monteiro)Por Telma Monteiro
Só quem acompanha diuturnamente esse arremedo de desenvolvimento pretendido pelos últimos três governos brasileiros consegue entender a dinâmica da destruição da Amazônia. Para aquele que não acompanha o dia a dia e só vê fragmentos aqui e ali despejados por jornalistas falsamente perplexos, nunca vai captar a verdade.
A TV Globo se esmera em demonstrar, em matérias sobre a Natureza, uma profundidade de lâmina d’água sobre a biodiversidade da Amazônia. Pura falta de respeito.
 Veja-se a Renca, aquela linha imaginária na forma de quadrilátero que congelou, em 1984, uma riqueza imensa de ouro e outros minérios, alguns trilhões de Reais, de 42 milhões de hectares, divididos entre o Amapá e o Pará. Uma Portaria do MME tentou desbloquear a Renca, para sua exploração, em que a principal interessada é a Vale. A sociedade se mobilizou, alguns artistas “globais” e internacio…

Energia elétrica: mais termelétricas a carvão mineral, menos energia solar até 2026

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Telma Monteiro
Os cenários considerados pelo Plano Decenal de Energia 2026 (PDE 2026) preveem mínima expansão da energia solar fotovoltaica devido aos altos custos de implementação.
Em momento algum a Empresa de Pesquisa Energética (EPE), autora do PDE, aborda a importância dos incentivos do governo à energia solar, que fariam baixar custos para se tornar competitiva.
No entanto, a EPE considera, num dos cenários analisados, um aumento do número de plantas termelétricas a carvão mineral. Um belo retrocesso. O que, consequentemente, levaria a um acréscimo de 20% de emissões de gases de efeito estufa (dados do próprio PDE). E por falar em emissões, como fica o Acordo de Paris?
Incentivo à tecnologia, publicidade e financiamentos poderiam viabilizar a instalação de empresas voltadas para o mercado de energia solar. Todos ganhariam. O país, o meio ambiente, a Amazônia, os rios  e o mercado com o aumento de empregos e a economia de escala.
O consumidor adoraria produzir sua própria energia e…

Amazon dam defeats Brazil’s environment agency (commentary)

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Commentary by  on 20 September 2017
The term “controversial” is inadequate to describe the São Manoel Dam.
It is located only 700 m from the Kayabí Indigenous Land and has already provoked a series of confrontations with the indigenous people.
As with other dams, São Manoel can be expected to negatively affect the fish and turtles that are vital food sources for the Kayabí, Munduruku and Apiacá indigenous groups. This post is a commentary. The views expressed are those of the author.
The term “controversial” is inadequate to describe the São Manoel Dam. It is located only 700 m from the Kayabí Indigenous Land and has already provoked a series of confrontations with the indigenous people (see here, here, here and here). As with other dams, São Manoel can be expected to negatively affect the fish and turtles that are vital food sources for the Kayabí, Munduruku and Apiacá indigenous groups. It also destroys sacred sites, as well as gravesites and archaeological locations that…

As lições ambientais que o Brasil não aprendeu põem em risco a vida dos brasileiros

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Não acredito que o Brasil, ou melhor dizendo, o governo brasileiro tenha aprendido as lições sobre preservação ambiental nas últimas décadas. A triste realidade que estamos vivendo, com a destruição dos biomas brasileiros, desrespeito aos povos tradicionais, desmanche das leis ambientais, enfraquecimento do Ibama e o aumento das emissões de gases de efeito estufa confirmam a má vontade dos governos anteriores, e deste atual, de cumprir compromissos assumidos desde os anos 1970. 

Os últimos presidentes da República continuam defendendo interesses imediatistas, desde Estocolmo, em 1972. Suas escolhas são equivocadas, depois de terem assumido compromissos na Rio 92 e na Rio + 20. Apesar de aceitarem acordos, deixaram de fazer um controle eficaz da poluição e do desmatamento, alegando que isso poderia reduzir o crescimento. Com os problemas que cercam o poder, o tão cantado crescimento de 5% ao ano desceu a ladeira. Prova que deixar a questão ambiental no fim da fila não ajudou a recuperar…